As Revoltas Anticoloniais
Dificuldades econômicas o Brasil havia sentido, porém não concomitante com Portugal, colônia e metrópole estavam comprometidas financeiramente. A colonização trazia benefícios para a nação lusa, incluindo o luxo da nobreza. Aumentar os impostos e as taxas seria uma possibilidade de manutenção de ostentação. A revolta foi um passo a mais da conscientização.
Os pensamentos de liberdade estavam presentes em idéias de estudantes universitários que voltaram para o Brasil e em livros contrabandeados. A insatisfação aumentava na medida em que espalhavam as novas ideologias, os encontros secretos cresciam e alguns transformaram em movimentos[1] importantes na história.
A diminuição da extração de ouro preocupava a colônia, tendo em vista que acumulavam dívidas com a metrópole e a derrama[2] poderia ser uma realidade. A elite conspirava silenciosamente contra o dominador, dentre esses ricos conspiradores, estava o pobre Tiradentes que nem tinha muitos motivos para conspirar. Os débitos eram dos ricos e quem os pagou com a vida foram os menos favorecidos.
Além da exploração colonial e do endividamento, a corrupção fazia parte do governo. A independência era uma das possíveis soluções. Projetos eram feitos em relação a manufaturas de tecidos e de metais. Uma elite colonial inteira se preocupava com o dia da derrama e tentava conseguir ajuda da população.
A traição de alguns em busca de perdão das dívidas e a fuga de Tiradentes para o Rio de Janeiro manteve o clima de revolta sob controle na espera da ordem de castigo[3] vinda de Lisboa. O exemplo para todos seria a morte de um, para que a “plebe” se situasse, tendo em vista que a Bahia manifestava o desejo pela liberdade. Castigos em toda a parte, com a finalidade de cobrar obediência. Em Salvador, violência nas repreensões.
A participação popular foi maior na Conjuração Baiana que na revolta mineira. Acredita-se que muitos inconfidentes mineiros eram maçons e que houve a participação da loja maçônica Cavaleiros da Luz[4] na Conjuração Baiana. Abaixo uma comparação das conspirações do final do século XVIII, época de crise do Antigo Sistema Colonial:
Inconfidência Mineira:
Influenciado pelas idéias Iluministas
Admiradores da vitória dos Estados Unidos contra a Inglaterra
Revoltados com exploração colonial
Queriam conquistar a independência
Ajuda da maçonaria
Conspiradores estavam presos no período da Revolução Francesa
Decadência do ouro e os impostos absurdos
Livrar-se de Portugal pela dominação da metrópole
Elite Colonial
Propostas políticas menos democráticas
Conjuração Baiana:
Influenciado pelas idéias Iluministas
Admiradores da vitória dos Estados Unidos contra a Inglaterra
Revoltados com exploração colonial
Queriam conquistar a independência
Ajuda da maçonaria
Influenciada pela Revolução Francesa
Escassez de comida pelo aumento da plantação de cana-de-açúcar, pois os preços internacionais do açúcar subiram
Livrar-se de Portugal para que houvesse menos miséria
Classe média e de homens livres e pobres
Propostas políticas mais democráticas
A “República” escolheu a Inconfidência Mineira como “representante” dos movimentos que clamavam por liberdade, pois o medo dos “exageros revolucionários” comandado pelos menos providos de dinheiro era um fator a ser analisado tendo em vista que também poderia desagradar essa classe social durante a estada no governo. Não queria um incentivo para manifestações. Dessa forma, teria de propor um mártir, que apareceria em programas oficiais de educação, nos livros didáticos, nas praças e deveria ter uma data para comemoração e para as homenagens públicas, então, Tiradentes foi o eleito.
Influenciado pelas idéias Iluministas
Admiradores da vitória dos Estados Unidos contra a Inglaterra
Revoltados com exploração colonial
Queriam conquistar a independência
Ajuda da maçonaria
Influenciada pela Revolução Francesa
Escassez de comida pelo aumento da plantação de cana-de-açúcar, pois os preços internacionais do açúcar subiram
Livrar-se de Portugal para que houvesse menos miséria
Classe média e de homens livres e pobres
Propostas políticas mais democráticas
A “República” escolheu a Inconfidência Mineira como “representante” dos movimentos que clamavam por liberdade, pois o medo dos “exageros revolucionários” comandado pelos menos providos de dinheiro era um fator a ser analisado tendo em vista que também poderia desagradar essa classe social durante a estada no governo. Não queria um incentivo para manifestações. Dessa forma, teria de propor um mártir, que apareceria em programas oficiais de educação, nos livros didáticos, nas praças e deveria ter uma data para comemoração e para as homenagens públicas, então, Tiradentes foi o eleito.
[1] Conjuração Baiana, anteriormente denominada Conjuração dos Alfaiates e Inconfidência Mineira.
[2] Cobrança dos impostos atrasados.
[3] Anos a mais de cadeia, exílio permanente em Angola e morte a Tiradentes, em Minas Gerais. Em Salvador, prisão, exílio na África, açoitamento em público e condenação à morte por enforcamento.
[4] A luz faz menção ao Iluminismo.
[2] Cobrança dos impostos atrasados.
[3] Anos a mais de cadeia, exílio permanente em Angola e morte a Tiradentes, em Minas Gerais. Em Salvador, prisão, exílio na África, açoitamento em público e condenação à morte por enforcamento.
[4] A luz faz menção ao Iluminismo.
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